Custos de Compra –

Custos de compra em Munique 2026: o que entra além do preço do imóvel

Quem compra um apartamento ou casa em Munique paga bem mais do que o preço anunciado. Cerca de 9 por cento se somam como custos únicos de compra — imposto de transmissão, cartório, registro de imóveis e, na maioria dos casos, a comissão do corretor. Num apartamento de 700.000 euros, isso passa de 60.000 euros que precisam sair do seu próprio bolso, não do financiamento. Aqui estão todos os itens para 2026, com exemplo prático.

Hendrik Benevides – Custos de Compra
TL;DR

Na Baviera, os custos de compra em 2026 ficam em torno de 5,5% do preço sem corretor e cerca de 9% com corretor: 3,5% de imposto de transmissão (Grunderwerbsteuer — a menor alíquota da Alemanha), cerca de 2% de cartório e registro, e 3,57% de comissão do corretor (parte do comprador). Num apartamento de 700.000 euros em Munique, isso dá cerca de 63.500 euros. A isenção de imposto para quem compra pela primeira vez, tão esperada, ainda não existe em julho de 2026.

Custos de compra em Munique 2026 num relance

O preço do imóvel é só metade da história. Em Munique — como em toda a Baviera — quatro blocos fixos de custo se somam por cima, e você deve planejá-los desde o começo:

Item Alíquota na Baviera Ocorre …
Imposto de transmissão (Grunderwerbsteuer) 3,5% sempre
Custos de cartório aprox. 1,0–1,5% sempre
Registro de imóveis aprox. 0,5% sempre
Comissão do corretor (parte do comprador) aprox. 3,57% com IVA só com corretor
Total sem corretor cerca de 5,5%
Total com corretor cerca de 9%

Esses números de referência coincidem com as calculadoras atuais de custos de compra para a Baviera (referência 2026). O motivo do total comparativamente baixo está sobretudo num fator: o imposto de transmissão.

Imposto de transmissão na Baviera: 3,5% — e por que isso é uma vantagem real

A Baviera cobra 3,5 por cento de imposto de transmissão sobre o preço registrado em cartório, sem alteração desde 1997, sendo o único estado alemão que nunca aumentou a alíquota desde que a competência passou aos estados. É a menor alíquota do país. Para comparar, a faixa chega a 6,5 por cento em Brandemburgo, Renânia do Norte-Vestfália, Sarre e Schleswig-Holstein (fonte: diversos panoramas alemães de imposto de transmissão, referência junho/julho de 2026).

Em termos concretos: numa compra de 700.000 euros, você paga 24.500 euros na Baviera. O mesmo imóvel num estado com 6,5 por cento custaria 45.500 euros de imposto — uma diferença de 21.000 euros só nessa linha. A alíquota é uniforme em todo o Estado Livre, do centro de Munique à menor vila; cidades e municípios não podem alterá-la.

Um detalhe importante: existe um limite de 2.500 euros, mas é um limite de isenção, não uma dedução — em 2.501 euros, o valor cheio é tributado, não apenas a parte acima. São isentas as transferências entre cônjuges e parceiros registrados, entre parentes em linha reta (pais e filhos) e as heranças e doações. A venda entre irmãos, porém, é totalmente tributável.

Cartório e registro: cerca de 2%

Na Alemanha, o contrato de compra precisa ser lavrado em cartório — uma transferência informal ou apenas particular é juridicamente impossível. Os valores são fixados em âmbito nacional pela lei de custos de cartório (GNotKG) e, portanto, não são negociáveis. Na prática, cerca de 1,0 a 1,5 por cento do preço vão para o cartório e mais 0,5 por cento para o registro de imóveis pelas averbações. Juntos, cerca de 2 por cento.

A parte do cartório tende a subir quando você financia: registrar a garantia hipotecária (Grundschuld), uma conta de custódia ou estruturas contratuais complexas custa mais. Para um imóvel financiado padrão, os 1,5 a 2,0 por cento citados para cartório e registro juntos são uma estimativa realista.

Comissão do corretor: dividida desde 2020

Desde a reforma legal de 23 de dezembro de 2020, as compras de casas e apartamentos por consumidores seguem o princípio da divisão pela metade. Comprador e vendedor dividem a comissão, e o comprador nunca paga mais do que a metade. Na Baviera, consolidou-se uma parte do comprador de 3,57 por cento com IVA (com comissão total de 7,14 por cento).

Dois pontos importam aqui. Primeiro, a comissão só surge se um corretor de fato intermediar o negócio — comprar direto de uma construtora ou de um vendedor particular muitas vezes significa nenhuma comissão. Segundo, a divisão pela metade vale apenas para imóveis de uso próprio. Se você compra como investimento, o vendedor pode repassar a comissão inteira de até 7,14 por cento.

Exemplo prático: apartamento de 700.000 euros em Munique

Tomemos um apartamento médio em Munique a 700.000 euros, comprado por meio de corretor para uso próprio:

Item Alíquota Valor
Imposto de transmissão 3,5% 24.500 €
Custos de cartório 1,5% 10.500 €
Registro de imóveis 0,5% 3.500 €
Corretor (parte do comprador) 3,57% 24.990 €
Total de custos de compra ~9,07% ≈ 63.490 €

Cerca de 63.500 euros além do preço — e, em geral, essa soma não pode ser financiada; precisa vir de recursos próprios. Sem corretor, o bloco encolhe para cerca de 38.500 euros (5,5 por cento). É por isso que a pergunta "há um corretor envolvido?" é tão decisiva na hora de fazer as contas.

A isenção de imposto: muito discutida, ainda inexistente

Uma isenção de imposto para quem compra o primeiro imóvel é discutida há anos no âmbito federal. O acordo de coalizão prevê permitir aos estados introduzir uma isenção de 250.000 euros por adulto e 150.000 euros por criança na primeira compra de imóvel de uso próprio. A Baviera defendeu a medida.

Até julho de 2026, porém, nada foi aprovado. A Baviera continua aplicando os 3,5 por cento integrais a partir do primeiro euro acima do limite. Outros estados seguem caminho diferente: Hesse, por exemplo, compensa sua alíquota alta de 6,0 por cento com o "Hessengeld" — 10.000 euros por comprador mais 5.000 euros por criança como subsídio posterior, em vigor desde setembro de 2024. A Baviera não tem tal programa, porque sua alíquota já é baixa. A lição prática: adiar a compra apenas na esperança de uma isenção futura é apostar numa lei sem cronograma. Planeje com os 3,5 por cento de hoje.

Por que esperar raramente compensa agora

O outro motivo para adiar — "os preços ainda vão cair" — quase não se sustenta em 2026. O índice de preços de imóveis Europace (EPX) ficou em 221,80 pontos em junho de 2026, praticamente estável em relação ao mês anterior (−0,01 por cento), mas 1,66 por cento acima do ano anterior (fonte: Europace/Value AG, publicado no início de julho de 2026). O mercado se estabilizou, não se inverteu: uma nova queda acentuada não aparece nos dados atuais — a recuperação apenas perde fôlego. Combinado com os baixos custos de compra da Baviera, isso torna a espera mais arriscada do que parece para quem já consegue financiar com solidez.

O que isso significa para compradores internacionais

Para compradores do exterior — do Brasil ou de qualquer lugar — os custos de compra são idênticos: não há acréscimo nem taxa especial para estrangeiros. Imposto de transmissão, cartório e registro são fixados por lei e valem igualmente para todos, e a alíquota baixa de 3,5 por cento da Baviera é uma vantagem real. A diferença não está nos custos, mas no financiamento: os bancos avaliam status de residência, comprovação de renda e proporção de capital próprio. Quem compra sem residência permanente ou com renda do exterior deve resolver o financiamento cedo — os custos de compra em si são fáceis de planejar.


Aviso: alíquotas de imposto, programas de incentivo e prazos legais podem mudar; os números acima refletem a situação em julho de 2026 e não substituem uma consultoria tributária ou de financiamento individual. Para a sua situação específica, vale uma conversa pessoal.

Perguntas frequentes

Quanto custam os custos de compra em Munique em 2026?

Na Baviera, os custos de compra em 2026 ficam em torno de 5,5% do preço sem corretor (3,5% de imposto mais cerca de 2% de cartório e registro) e cerca de 9% com corretor, ao somar os 3,57% da parte do comprador. Num apartamento de 700.000 euros em Munique, isso representa aproximadamente 38.500 a 63.500 euros, dependendo da presença de um corretor.

Qual é o imposto de transmissão na Baviera?

A Baviera cobra 3,5% sobre o preço registrado em cartório (Grunderwerbsteuer) — a menor alíquota da Alemanha, inalterada desde 1997. Para comparar: Brandemburgo, Renânia do Norte-Vestfália, Sarre e Schleswig-Holstein cobram 6,5%. Sobre 700.000 euros, você paga 24.500 euros na Baviera, contra 45.500 euros num estado com 6,5%.

Existe isenção de imposto para quem compra pela primeira vez em 2026?

Não. Uma isenção federal para quem compra o primeiro imóvel de uso próprio é discutida há anos, mas até julho de 2026 nada foi aprovado. A Baviera continua aplicando os 3,5% integrais a partir do primeiro euro acima do limite de 2.500 euros. Esperar apenas por essa isenção é apostar numa lei sem data definida.

Dá para incluir os custos de compra no financiamento?

Em geral, não. Os bancos alemães esperam que você cubra pelo menos os custos de compra — e, idealmente, 20 a 30% do preço — com recursos próprios. Um financiamento de 110% (preço mais custos no crédito) é raro e caro, porque o banco embute o risco extra na taxa. Considere os custos de compra como entrada desde o início.

Compradores estrangeiros pagam os mesmos custos?

Sim. Imposto de transmissão, cartório e registro são fixados por lei e valem independentemente da nacionalidade — não há acréscimo para compradores internacionais. O que pode variar é a proposta de financiamento do banco, que depende do seu status de residência, renda e capital próprio, não do passaporte.

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